terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal e próspero ano novo!

"Se eu pudesse deixar algum presente à você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída"

Mahatma Gandhi

Aproveito para informar que teremos um breve intervalo nos atendimentos no consultório do dia 24/12 ao dia 03/01/2011. Muito obrigado, e muitas felicidades!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Navegar com Segurança

Fonte: Chil Hood Brasil

A internet é um ambiente democrático, dinâmico e sem fronteiras, que disponibiliza um verdadeiro universo de informações e possibilidades de comunicação ao alcance de um clique. Mas, assim como o “mundo real”, a internet não está livre de riscos.

Dessa forma, é necessário entender a dimensão pública desse espaço, acompanhar e orientar a utilização da internet pelas crianças e adolescentes, prevenindo a incidência de violações de direitos humanos e crimes como o abuso sexual on-line e a pornografia infantojuvenil na web.

Com o aumento significativo da presença de crianças e adolescentes na rede, todos nós precisamos estar atentos e ter alguns cuidados. Filtros e outros softwares de segurança podem ajudar, mas o acompanhamento presencial e o diálogo são as formas mais eficazes e, portanto, indispensáveis de proteção.


Para abaixar o guia, por favor clicar aqui

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bazar de Natal Bau de Idéias



Convidamos a todo@s para o nosso Bazar de Natal Bau de Idéias - 2º edição.

Quando? 18/12/2010 - sábado
Horário? das 10 às 17hs
Onde: Espaço do Dr. Cacá - Rua Grajaú, 599 - Sumaré (Próximo ao metro sumaré)

Oficininhas:

11h Contação de Histórias
14h Atelier Sensorial
15h Dança marterna para gestantes
16h Dança materna para mamães e bebês


Produtos à venda: brinquedos, roupas, acessórios para decoração, bijus, comidinhas, slings, fraldas de pano, cosméticos natura e muito mais!

Entrada: Doações de briquedos, roupas e acessórios para Aldeia Rio Silveira, em Boarcéia/SP

Renda totalmente revertida para as ações da MATRICE.

Formas de pagamento: dinheiro, cheque, cartão de crédito e débito.

Algumas marcas expositoras: Amollis, Babycocoon, Bebechila, Café com flor, Camomila, Carol Jafet, Criando Gente, Evi ateliê de bonecas, Fadas de OZ, Gama, Heather, Kakarecos, KromaKids, Lilith, LuSimbiase Desing, Microcosmos, Ninho da Coruja, Pata Choca, Romã Artes, Sabor da Tunísia, Via Lactea, Reino da Queijadinha, entre outros.

Produtos lindos e maternos, com descontos imperdíveis.

Esperamos vocês.


Rosangela Alves
Coordenadora do Evento
Matrice
83839075

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vem aí mais encontros!

Já temos os temas para este més.. confira!

07/12 - Roda de trocas e conversa com Betina Bittar (médica GO e parteira)

14/12 - Roda de trocas e conversa com Lucía Caldeyro (pedagoga, terapeuta corporal, psicodramatista terapeuta transpessoal, doula)

21/12 - Nascimento: Estamos Preparados? - Com Cacá (pediatra/neonatologista)


Espaço Nascente: Rua Grajaú, 599 – próximo ao metrô Sumaré.

As reuniões, coordenadas por doulas e educadoras perinatais, acontecerão todas as terças, das 20:00 às 22:00 hora, a participação é aberta para pais ou pessoa que acompanha também a gestação. Confira os temas para as próximas.

Venha participar, traga também seus próprios temas e inquietudes!



terça-feira, 30 de novembro de 2010

SLINGADA! Sábado 04 de dezembro



Tem slingada sábado dia 04/12/2010 das 13:30 às 17:00hs


A Slingada foi criada para divulgar o uso de carregadores de bebês e dar apoio aos slingueiros. Nesse evento você pode experimentar ou comprar os diversos tipos de carregadores, aprender várias posições de uso, aprender a usar uma canga como carregador e tirar todas as dúvidas sobre uso dos slings, sendo: Sling de argola, sem argola, fast wrap, wraps, Mei Tai e Kepina.

  • Slings de argolas e sua flexibilidade e versatilidade;
  • Fast wraps - aconchego e memória intra-uterina para mãe e bb.
  • Mei tai - peso distribuídos entre os ombros para bbs até 3 anos ou mais.
  • Kepina - alternativa barata e simples.
  • Poutch - prático mais com suas peculiaridades.

A Slingada também funciona como um encontro de mãe e pais com pensamentos semelhantes e que acreditam que colo e bebê foram feitos um para o outro, um útero com janela.

Lembro que: A Slingada acontece todo primeiro sábado do mês, sendo divulgada uma semana antes o local e o horário do evento, salvo imprevistos.

Endereço:

Rua Grajaú, 599 – Sumaré – SP

Próximo ao metro Sumaré

Consultório do Pediatra Cacá


Leve um lanchinho para compartilharmos.

Será um dia muito especial como sempre.

Esperamos por vocês

Ah! Estamos organizando o Bazar de Natal da Matrice, será dia 18/12/2010, em breve envio o convite oficial. Muitas coisas legais com preços promocionais. NÃO PERCAM!


Não teremos mais a atividade Dr. André Trindade, remarcaremos para uma outra Slingada!

sábado, 27 de novembro de 2010

Outra vez com celular

Já estou com celular de volta, o número continua o mesmo, 9908-7199 e o consultório 36726561. Mais uma vez, obrigado pela comprensão de vocês!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Grupos pós parto a partir de dezembro

Venham participar de um grupo de encontro de mulheres que, como vocês, acabaram de experienciar a chegada do seu bebê. A troca, neste momento intenso e cheio de novidades, além de rica é reconfortante; ajuda a apaziguar a solidão, as dúvidas, os medos e anseios tão comuns neste momento da vida. Mulheres, em rede, se fortalecem, com delicadeza e amor.

Os encontros são gratuitos e tem 2 horas de duração. Seu objetivo é formar uma rede de mulheres na mesma situação, que desejam trocar e aprofundar questões relativas ao pós parto com a coordenação da psicoterapeuta Cristina Toledano, formada pela PUC-SP e especialista no atendimento de mulheres no pós parto.

Todas as quartas-feiras das 13:00 as 15:00

Rua Grajaú, 599 Sumaré (próx. ao metrô Sumaré)


Cristina Toledano - Sou psicóloga clínica formada pela PUC-SP e tenho muito
interesse no estudo e no trabalho com o puerpério. Atualmente coordeno grupos
formados por mulheres no pós parto e realizo atendimento clínico e domiciliar
com mulheres que estão precisando de apoio e que desejam aprofundar as questões
presentes neste momento da vida.
cristoledano@hotmail.com / 9966-2314 (cel.) 3865-7557 (consult.)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Em resposta à reportagem da Mãe-Vaca

Nina com 9 meses e 10 dias


Ser mãe é dar-se, doar-se. Uma mudança radical no estilo de vida da mulher. Nestes dias de tempo ‘pos-contemporaneo’ a esmagadora maioria de nos é criada para ser mulher independente e provedora de suas próprias finanças. Juntamo-nos a nossos companheiros machos (ou fêmeas) para compartilhar a vida e não mais tanto com o intuito de ser providas por eles (elas).

Ai vem a maternidade: a total dependência. Nossa, porque dependemos muitas vezes da ajuda de terceiros para darmos conta de casa, filho(s), companheiro(a) e trabalho. Das nossas crias, porque são seres humanos que acabaram de chegar a este mundo terrestre, vindos de um mundo aquoso, quentinho e escurinho, que lhes supria com tudo o que precisavam sem que fizessem o menor esforço.

Quando minha filha Nina, agora com 10 meses, nasceu eu senti o impacto da dependência como uma paulada na cabeça. Sempre fui muito independente e ativa. De repente, la estava eu , sentada cerca de 10 a 12 horas por dia (cada mamada demorava cerca de 1 hora) envolvendo um ser humano pequenino , que não falava o mesmo idioma que eu, e que me sugava com forca e avidez. Ficava cansada e muitas vezes me senti ‘presa’.

No entanto, em nenhum momento pensei em fazer diferente. A escolha de ser mãe foi minha. Eu não sabia como minha vida iria mudar, mas ainda assim, a escolha foi minha e com ela viriam conseqüências (inimagináveis. Só vivendo minhas próprias experiências para senti-las).

Amamentar foi a coisa mais prazerosa que já fiz. É orgasmico por causa da oxitocina liberada. É sublime por causa do contato físico, visual e olfativo com o bebe. Eu aninhava a Nina em meus braços, cheirava ela, beijava ela, fazia carinho e olhava-a embevecida. Que obra divina de Deus !

E podia fazer tudo isso com as duas mãos porque agora que ela mama na mamadeira, uma das mãos esta ocupada segurando a garrafinha.

E porque a mudança do peito para a mamadeira ?

Minha historia com a Nina e a amamentação eh longa e por vezes dolorosa. Tive depressão pos-parto e a Nina não ganhou quase peso algum em suas primeiras semanas de aleitamento materno. A verdade eh que deprimida, por estar morando longe e afastada de amigos e família, com marido trabalhando o dia todo e empregada faltando, não me alimentava direito. Comia o que não precisava ser preparado e mal tomava água. São muitos os fatores que podem ter contribuído para a falta de ganho de peso dela: leite fraco, processo de amamentação/ sucção ineficiente, sei Lá.

Fui passar um tempo com minha família no Rio de Janeiro (onde nasci e fui criada) e lá fui aconselhada por um pediatra a introduzir duas mamadeiras por dia, após o peito. Resultado, a Nina pegou gosto, fui aumentando as mamadeiras e ela desmamou em uma semana. Fiquei desesperada porque com 2 meses, o maior vinculo mãe e filho e a hora da amamentação e todo o contato que isso envolve. Alem disso, sabia que o leite materno já vem pronto para uso. Com a formular vieram os problemas: cólicas, prisão de ventre e necessidade de muito funchicoria e água de ameixa, dinheiro gasto com latas, água mineral e mamadeiras. Eu detestava toda essa artificialidade.

Aos 3 meses de idade da Nina, resolvi mandar tudo as favas e usar translactador. Assim, garantia o leite que engordava ela (os Nan, Aptamil, Isomil, Nursoy e companhia) e o leite que supria suas necessidades imunológicas e afetivas (o meu). No inicio queria atirar longe aquela garrafinha que eu tinha que grudar com hidroporo no meu seio (e os deixava com marcas de alergia) porque eu queria só dar o peito e sentir todo o seu contato natural com a Nina. Depois desencanei e passei a ver o translactador como meu auxiliar, o que me permitia amamentar minha filha e fazer ela crescer saudável com leite misto. Me acostumei a ele e ao fato de primeiro ter que preparar uma mamadeira e depois colocar o conteúdo na garrafinha, alem de prender a sonda no hidroporo.

Minha filha acostumou com o fluxo mais alto da sonda e apenas de manha ao acordar, quando ainda estava sonolenta, mamava só no peito. Acostumamo-nos com nosso amigo de plástico e tampa amarela: o Medela SNS.

Quando voltei a trabalhar fora de casa em julho, passei a tirar meu leite com bomba elétrica da Medela (Pump in Style), o quer faço ate hoje. Minha produção foi caindo porque não há estimulo igual ao da sucção do bebe. Tiro hoje de 20 a 30 ml por dia, uma vez ao dia pela manha e farei isso ate não ter mais leite ! ‘De grão em grão, a galinha enche o papo’, diz minha avó. NO fim do mês, a Nina mamou ai entre 600 a 900 ml, ou seja, mais que meio litro a quase um litro de leite materno (que, diga-se de passagem, é muito mais saboroso que o leite de soja que ela toma J )

Se Deus me agraciar com uma nova maternidade, estou disposta a amamentar de novo no peito (que não caiu nada e só ficou maior e mais bonito) e a pedir ajuda ao meu amigo Medela se precisar. Aconselho ele a todas as mães que tem algum problema com amamentação e tiverem que recorrer a formula.

Estou preparada para dar mais de mim a outro ser humano, alem da Nina.

Termino com um muito obrigada ao pediatra da minha filha, o Carlos Eduardo (Cacá) Correa, um ser humano fantástico que além de cuidar da Nina (e de mim) com muito amor e compreensão, me indicou o caminho desta reportagem.

Obrigada também oportunidade aberta pela jornalista Fernanda que escreveu matéria tão controvertida, abrindo espaço para tantos protestos positivos sobre a amamentação. Como disse meu orientador de graduação em engenharia, Khosrow Ghavami, ‘faca o que fizer, o importante eh gerar polemica’.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Respostas à materia embaixo

Duas respostas interessantes à matéria publicada no Diario de São Paulo, no Blog Mamíferas.

Amamentar, Direito ou Dever?
Por Tata

Eu andava pensando em escrever sobre essa matéria pra lá de polêmica sobre aleitamento, aí ontem a Kalu me atropelou (rs), e escreveu antes. Então resolvi falar sobre uma questão delicada que a reportagem levanta, e que de certa forma apareceu até nos comentários do post de ontem: amamentar é, afinal, um direito ou um dever da mulher?

Leia o post inteiro aqui


AMAmentar »
por Kalu

Fique indignada com o desserviço da matéria intitulada a pressão de ser uma mãe vaca. Claro que poucas mães fisiologicamente não conseguem amamentar. Mas em geral a falta de orientação, muitas vezes pelos próprios pediatras, é o que leva ao desmame precoce.

Leia o post inteiro aqui


A pressão de ser uma mãe vaca*





Os benefícios do aleitamento materno são indiscutíveis para o bebê. Mas comoficam as mulheres que não podem (ou não querem) dar o peito?





Seu filho tem fome." A frase, dita por uma pediatra na primeira consulta deJoão, na época com 10 dias, caiu como uma bomba para a mãe, a dona de casa Luisa Cortes, de 32 anos. "Minha gravidez foi normal, e tenho boa saúde. Não entendipor que o meu leite não era suficiente. Fiquei arrasada, me sentindo a pior mulher do mundo." João então foi submetido a uma amamentação dupla - primeiro o peito, depois a mamadeira. Ele tem hoje 4 anos, come de tudo, é esperto e falante. Mas Luisa, vira e mexe, ainda se assombra com o passado. "Se ele está mais baixo que os amigos, penso que foi por não ter conseguido amamentá-lo.


"O sofrimento desta mãe é também o de muitas mulheres que não conseguem, ou então decidem, por qualquer outro motivo, não amamentar. Muitos médicos defendem a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), chancelada pelo Ministérioda Saúde brasileiro, a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e a SociedadeBrasileira de Pediatria: dar somente leite materno à criança, até os seis meses.


Nada de água, chazinho ou composições industriais que prometem aliviar as cólicas dos recém-nascidos.


"O leite humano é o alimento mais completo, tem tudo o que uma criança precisanos primeiros meses de vida, carboidratos, proteínas, lipídeos e, inclusive, anticorpos que a protegem contra infecções e alergias", afirma Corintio Mariani Neto, presidente da Comissão Nacional de Aleitamento Materno da FederaçãoBrasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. "Não há leite artificial, por mais enriquecido, comparável a ele.


"O pediatra Jairo Len também concorda com a política da OMS e dos órgãos de saúde pública, mas ressalta que as campanhas geram uma cobrança enorme sobre as mulheres. "Não dá para falar mal do leite materno, mas também não dá paraignorar que algumas mulheres não conseguem amamentar", diz ele.


A administradora de empresa Silvia Gomes, 38 anos, teve diagnóstico de hepatite C no início da gravidez do primeiro filho, hoje com 10 anos. Ela não teve de sesubmeter a tratamento porque a carga viral era muito baixa. Mas, quando Gabrielnasceu, o médico a avisou que, se o amamentasse, ele podia ser contaminado e nãopassaria da adolescência. "Optei por alimentá-lo artificialmente, mas me sentimuito mal. Achava que meu filho teria problemas de nutrição e imunidade, e aculpa seria minha."


Depois de oito anos, Silvia teve outro filho, hoje com 2 anos, e conseguiu amamentá-lo naturalmente. Mas, passados três meses, ela resolveu parar de dar o peito, por não aguentar o desgaste de estar sempre alerta à vontade do bebê. Foientão que sentiu na pele o impacto das campanhas de aleitamento materno. "Um dia, dei a mamadeira ao Rodrigo na frente do meu cunhado e ele, surpreso,perguntou: E o peito??. Várias vezes, após ter decidido dar apenas leiteartificial, voltei a amamentá-lo no peito para aliviar a culpa. Pensava que estava sendo egoísta em optar pelo meu descanso, e não pelo mais saudável para o meu filho", diz. Silvia só resolveu o dilema quando se deu conta de que seucansaço não poderia ser saudável para um bebê completamente dependente dela."Hoje a questão é tranquila, mas a patrulha da amamentação tenta tirar o poderde decisão da mãe."


Apesar dos benefícios do leite materno e das campanhas mundiais, as taxas dealeitamento natural no mundo não são lá grandes coisas. Segundo a OMS, ascrianças menores de 6 meses alimentadas só no peito não chegam a 35%. No Brasil,de acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro mês de vida de um bebê, 53,1%das mulheres amamentam naturalmente. Mas o índice cai ao longo do tempo: 41,4%(segundo mês), 30,6% (terceiro), 21,6% (quarto mês), 14,7% (quinto) e 9,7%(sexto). No Estado de São Paulo, o quadro é semelhante. Começa com 36,2% dasmulheres dando só o peito no primeiro mês de vida e, no sexto, o índice cai para7,6%.


Lavagem cerebral


Diz a história que, até o início do século 20, praticamente todas as crianças mamaram no peito. Por volta de 1900, foi criada a lata metálica e, depois, oleite em pó. Norma Sanzi, 78 anos, mãe de quatro adultos, não amamentou naturalmente nenhum deles. "Os médicos diziam que o leite artificial era melhor do que o humano. Para mim, acabou sendo muito prático, porque tive um filhoatrás do outro", diz. As coisas começaram a mudar no final dos anos 70, quando se iniciou a valorização do leite materno.


As campanhas foram e continuam sendo importantes. Mas há quem acredite que elas também funcionam como uma espécie de "lavagem cerebral", deixando as mulheres com sentimentos de culpa absolutamente desnecessários. "O leite materno trazvárias vantagens, é prático, econômico e reforça o vínculo entre mãe e filho.Mas a imunidade não é passada por ele, como muitos acreditam. As fórmulaslácteas evoluíram e são capazes de substituir de forma competente o leitematerno. Isso não significa que eu estimule o aleitamento artificial. Mas, nos casos em que o natural é impraticável, não há razão para preocupações ou culpasexageradas", afirma Len.


Em tempo: pesquisas indicam que crianças que nunca receberam leite materno apresentam crescimento, ganho de peso e todos os quesitos de saúde 100% satisfatórios. Além disso, têm uma imunidade absolutamente normal e não ficam mais doentes do que as crianças amamentadas exclusivamente no peito.


Depois dos seis meses só recebendo leite materno, a criança, segundorecomendação da OMS, deve começar a experimentar outros alimentos de forma lentae gradual, mas o peito precisa ser mantido até os 2 anos ou mais. O governobrasileiro concorda. Texto do guia "Promovendo o Aleitamento Materno" diz: "Aamamentação, isto é, dar o peito, é a primeira e mais importante ação no combateà fome, às doenças e à desnutrição, e no fortalecimento do vínculo fundamenteentre mãe e filho".


Seja como for, muitas mulheres reagem. "É um contra-senso. A licença-maternidadeé de quatro meses, em poucos casos de seis. Como a gente pode amamentar tantotempo se temos de trabalhar para dar uma vida digna aos filhos?", pergunta acomerciante Maria Paula Odete, de 28 anos. Com certeza, o aleitamento temconsequências importantes na vida das mães. Por um lado, elas são pressionadas a praticar aleitamentos prolongados. Por outro, pela concorrência no mercado detrabalho. "Claro que tenho medo de perder o emprego só porque quero amamentar."


Bia Rosa, 36 anos, relações-públicas da galeria de arte Nara Roesler, nosJardins, é mãe de dois meninos, um de quase 4 anos e outro de 2, que mamaram no peito até os 6 e 4 meses, respectivamente. "Mesmo que eu tivesse tido muito leite, jamais daria o peito até os 2 anos. É muito estranho imaginar o filhoandando, falando e mamando no peito." Ela também diz que nunca se privou porcausa da amamentação. "Às vezes, eu tirava o leite com a bombinha para podersair e me divertir um pouco."


A historiadora Patricia Pacini, 47 anos, viveu três experiências diferentes comcada um de seus filhos. O primeiro, que nasceu com pouco mais de 2,8 kg, mamou no peito por um mês e meio. "Ele era pequeno demais e gritava de fome", diz. "Eu ficava mais estressada de vê-lo com fome do que com o fato de dar mamadeira." O segundo mamou até os 3 meses e o terceiro, até os 5. "Acho que fui melhorando,mas não daria o peito mais tempo do que isso." Ela diz que conhece mulheres queamamentam no peito e se sentem vigorosas e maravilhosas por isso.


O pediatra Jairo Len não vê vantagens em se manter uma criança no peito até os 2 anos. "Mães que não conseguem desmamar, em geral, ficam ainda pode gerar outros problemas.


"Recentemente, um artigo da americana Hanna Rosin, intitulado "Contra o Aleitamento Materno", esquentou o debate na internet ao afirmar que há uma ditadura da amamentação e que as mulheres deveriam ter o direito de optar.


Um recém-nascido mama entre oito e 12 vezes ao dia, a cada três horas. Cada mamada demora, em média, entre 15 e 30 minutos. Parece fácil. Só que, depois demamar, em geral a criança precisa arrotar, ter a fralda trocada e, com sorte,dormir. Infelizmente, o processo não é sempre assim, e a mãe acaba ficando 24horas à disposição do bebê. Portanto, o debate em torno do aleitamento naturalversus o artificial ainda promete grandes discussões.


Os médicos divergem


O pediatra Jairo Len afirma que algumas situações podem impedir ou dificultar o aleitamento materno. Segundo ele, plásticas de redução de mamas, uso contínuo dedeterminados medicamentos, como antidepressivos, má orientação no início doaleitamento, retorno ao trabalho, baixo ganho de peso pelo recém-nascido e estresse - incluído aí a expectativa de amamentar ? podem desencadear bloqueios.


Já para Corintio Mariani Neto, há poucos casos em que a criança não pode ser amamentada naturalmente. Até as adotadas, segundo ele, têm chance por meio de lactação induzida - ao sugar o peito, o bebê estimula a produção de leite em que não engravidou. "Não é fácil, depende de muita vontade da mãe e de uma equipe bem preparada, mas é possível." Ele diz ainda que a amamentação artificial deve ser recomendada em casos muito específicos, como em mães portadoras de HIV e mulheres que se submeteram à retirada completa das mamas.


Outros laços


Para a psicóloga Tatiana Ferrentini, a decisão sobre a amamentação e qualquer outra que envolva a mulher e seu corpo devem ser tomadas individualmente.


"As campanhas excluem as mulheres que não podem ou não querem amamentar. Elas deveriam mostrar os dois lados da moeda."Tatiana explica que não é contra o aleitamento materno, mas duvida que uma mãe que amamente unicamente no peito por obrigação estabelece um bom vínculo afetivo com o filho. "Uma mulher que olhanos olhos do bebê enquanto dá a mamadeira, sente ternura por ele, cuida, se dá conta da maravilha que é aquele ser e estabelece um ótimo vínculo. Já a mãe que amamenta no peito enquanto fala no celular ou troca mensagens no MSN não está contribuindo para esse laço afetivo", diz. Para ela, a frustração das mulheresque não conseguem amamentar, em geral, não é levada em conta. "Uma mãe que sofrede uma doença infecciosa, por exemplo, já está emocionalmente debilitada. Alguns tratamentos são fortes e têm efeitos colaterais sérios. Essas mulheres sãocandidatas a depressão pós-parto. Acrescentar a isso a culpa por não poderamamentar o filho, fazê-las se sentir menos mães, só aumenta o problema.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto

A ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento realizará a III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, de 26 a 30 de novembro de 2010 em Brasília-DF, que abordará esses temas candentes.

Sobre a Conferência

A IIIª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento tem por objetivos:

» Difundir e aprofundar o conhecimento sobre Humanização do Parto e Nascimento
» Dar visibilidade à experiencias exitosas de Humanização e redução de cesárias desnecessárias no Brasil e no exterior
» Lançar campanha de monitoramento da Lei Federal nº 11.108/2005, que garante a toda gestante a presença de um(a) acompanhante na sala de pré-parto, no parto e no pós parto nas unidades de saúde
» Sensibilizar novos parceiros na estruturação de serviços humanizados na assistência à gestação e ao parto e nascimento
» Facilitar o intercâmbio de saberes entre pesquisadoras(es), universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos, maternidades, casas de parto e profissionais autônomas(os).
» Demandar de forma organizada novas políticas públicas de apoio à humanização do parto e nascimento;
» Discutir novos conceitos e experiências sobre o nascimento fisiológico nas diferentes culturas e sociedades;
» Realizar a III Conferência Internacional Sobre Humanização do Parto e Nascimento na cidade de Brasília- DF para potencializar as realizações referentes aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio nº 4 e 5.


Público Alvo

Interessadas(os) na humanização da assistência ao parto e nascimento, agentes de saúde, assistentes sociais, cientistas sociais, consumidoras(es), doulas, educadoras perinatais, enfermeiras, gestantes, suas (seus) parceiras (os) e suas famílias, gestoras(es), neonatologistas, obstetras, obstetrizes, organizações de mulheres, parteiras, psicólogas(os), sanitaristas, terapeutas corporais e outras(os) profissionais de saúde e da mídia.


Temas

» International MotherBaby Friendly Childbirth Initiative – Instituição Amiga do Binômio MãeBebê
» Humanização na legislação de países latino-americanos e Caribe: o que existe e como avançar
» A importância da atenção à interculturalidade nos sistemas de saúde
» A judicialização da atenção ao parto
» Violência Institucional na Atenção Obstétrica
» Atenção ao parto domiciliar
» Estudos comparativos de local de parto
» Participação da(o) parceira(o) no processo de cuidado da gestação e parto
» Formação de profissionais para o novo modelo
» Aspectos psicológicos da gestação e no parto normal
» Atenção humanizada ao RN patológico
» A importância das práticas de atenção ao parto na amamentação
» Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Infantil


Mais informações no site http://www.conferenciarehuna2010.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Encontros para gestantes

Começando por hoje, terça-feira, 9 de novembro, teremos nossos encontros para gestantes na Rua Grajaú, 599 – próximo ao metrô Sumaré. Novo espaço, ainda sem nome*, onde funciona o consultório do Cacá.

As reuniões, coordenadas por doulas e educadoras perinatais, acontecerão todas as terças, das 20:00 às 22:00 hora, a participação é aberta para pais ou pessoa que acompanha também a gestação. Confira os temas para as próximas.

Venha participar, traga também seus próprios temas e inquietudes!

Programação

09/11 – Relatos de Parto (Domiciliar, hospitalar, casa de parto) - com Maíra Duarte (Educadora Perinatal, Doula, terapeuta ayurvédica)

16/11 – Preciso me preparar para o parto – com Luciana Carvalho (Educadora Perinatal e Instrutora de Yoga)

23/11 - As sombras: medo do que? – com Maíra Bittencourt (Parteira-Obstetriz e doula)

30/11 – Mães autônomas: mito ou realidade? – com Mariana Lettis (doula)

* Pretendemos fazer um concurso para colocarmos nome ao novo espaço, em breve daremos mais informações, já temos uma proposta “ Espaço nascente”.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Venha na slingada dia 7!


Organizada pela querida Rosângela da Matrice, a slingada periódica acontecerá no domingo, dia 7 de novembro das 13:30 às 17:00 horas, realizada especialmente com o grupo de fralda de pano, aqui no consultório, ficando ainda mais gostoso e acolhedor o encontro, sendo:

Fraldada: encontro de pessoas que usam fraldas de pano, curiosos e pessoas que querem conhecer mais. Para falar dos tipos de fraldas, das possibilidades de fraldas de pano hoje em dia, como lavar, cuidados, etc.

A Slingada foi criada para divulgar o uso de carregadores de bebês e dar apoio aos slingueiros. Nesse evento você pode experimentar e comprar os diversos tipos de carregadores, aprender variadas posições de uso, aprender a usar uma canga como carregador e tirar todas as dúvidas sobre uso dos slings, sendo:
• Slings de argolas e sua flexibilidade e versatilidade;
• Fast wraps - aconchego e memória intra-uterina para mãe e bb.
• Mei tai - peso distribuídos entre os ombros para bbs até 3 anos ou mais.
• Kepina - alternativa barata e simples.
• Poutch - prático mais com suas peculiaridades.

A Slingada também funciona como um encontro de mãe e pais com pensamentos semelhantes e que acreditam que colo e bebê foram feitos um para o outro, um útero com janela.

Lembro que: A Slingada acontece todo primeiro sábado do mês, sendo divulgada uma semana antes o local e o horário do evento, salvo imprevistos.

Endereço da Slingada:
Rua Grajaú, 599 – Sumaré – SP
Próximo ao metro Sumaré
Consultório do Pediatra Cacá

Essa slingada terá uma atividade especial, o Dr. Sérgio Médice Paolini Júnior (Cirurgião Dentista, Ortodontista e Ortopedista Facial).durante a slingada irá falar sobre a saúde bucal dos nossos baixinhos.

Leve um lanchinho para compartilharmos.

Será um dia muito especial como sempre.

Evento da Matrice - grupo de apoio a amamentação.
Coordenado por Rosangela Alves
amollis@ig.com. br – Cel: 8383-9075

Vejam algumas fotos da ultima slingada!











segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre a arte de brincar


Todo o conhecimento sobre a infância, se baseia na importância que o brincar tem para a criança como forma de conhecer, explorar, conquistar, reconhecer o mundo. Quando estas brincadeiras são feitas com quem mais se ama, o beneficio é ainda maior, pela segurança que a criança desenvolve durante seu crescimento e desenvolvimento.

Entendemos então, cada vez mais, a importância que os pais brinquem com seus filhos. O brincar para a criança é a forma, é o meio pelo qual ela descobre e explora o mundo. Se esta descoberta é sustentada pelo amor dos pais, consegue-se a segurança necessária para esta incurssão.Descobrir o mundo com a certeza do amor dos pais é a coisa mais bela, e que sustentará esta curiosidade.

Não consigo imaginar que as crianças desaprenderam a brincar, mesmo porque faz parte do universo infantil lidar com a realidade de forma lúdica, ou seja, brincando. Talvez pudéssemos dizer que os adultos estão perdidos em como brincar com as crianças. Ou ainda, fantasiando uma forma complexa de brincar, perdendo a simplicidade de simplesmente brincar. Como se tivesse que aprender a estar com crianças. Não ha necessidade de estar pronto para isto, basta ser presente. Por isto sinto que este pode ser o efeito nas crianças de ficarem guardando o tom que estes adultos vão dar para as brincadeiras, e ai sim perdendo a espontaniedade.

Os pais irão acompanhando e conhecendo a progressão deste explorar dos seus filhos tornándo-se mais amigos deles.Portanto é claro que isto irá aumentar seus vínculos. Estas brincadeiras devem começar desde recém-nascidos e nunca devem acabar, pois estamos falando da construção de uma longa amizade, que pode conter a alegria de brincar sempre!

Entre na brincadeira

Entrei na brincadeira, e respondi umas perguntas à querida Déborah, que fez esta matéria maravilhosa sobre a arte de brincar com os filhotes. Tenho mais sobre o assunto, mas acho que rende para mais um post! Desfrutem!


Entre na brincadeira

No mundo superprogramado de hoje, até crianças já sentem que infância passa rápido, porque não há tempo para brincar livremente. Escola, cursos e monitores têm seu papel, mas seu filho quer brincar com alguém muito mais especial: você.

Por Deborah Trevizan, mãe de Isadora e Pietro

Num domingo desses, a publicitária Luciana levou o sobrinho para o playground do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Atordoado com tanto espaço e sem professor, monitor ou animador por perto, o menino perguntou: "Tia, que é que eu faço agora?". A tia, que passou a infância no interior, e nunca teve essa dúvida quando criança, claro, ficou perplexa. "Ah, menino, vai brincar. Agora eu vou ter de ensinar criança a brincar?" Pois é. Parece que as coisas passaram tanto da medida que, sim, nós, adultos, precisamos lembrá-las de como inventar as próprias brincadeiras. Na escola e nos cursos, tem hora certa para brincar de boneca, pular corda ou jogar xadrez, sempre sob a supervisão de um monitor.

Atividades programadas têm seu papel, óbvio. Mas o trabalho da criança é brincar. Livremente. E os adultos têm um papel fundamental na brincadeira. Mas não só o adulto que é pago para isso. Seu filho quer brincar com você, pai e mãe. E também com a tia, os avôs, as avós... E cada vez que você topa entrar na brincadeira seu filho ganha, mas você também. Ele sente que você tem tempo para ele, se sente amado, feliz.

Se você se der o direito de virar criança um pouco com ele vai sentir os efeitos: brincar conecta, relaxa, abre novas possibilidades de entendimento, troca de papéis, é uma delícia. "A brincadeira é fundamental entre pais e filhos, não só porque os primeiros transmitem às crianças a cultura da brincadeira, ensinando-as a brincar, como estreitam os vínculos permitindo que se estabeleça uma relação afetiva. Também ajuda no desenvolvimento intelectual, afetivo, motor e social dos pequenos", explica a pedagoga Maria Angela Barbato, filha de Rosina e Luís.

Então, a melhor maneira de dar mais tempo para seus filhos é brincando. As crianças experimentam a ideia do tempo por meio da brincadeira, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Nestlé, com foco na observação de crianças de 4 a 11 anos em escolas públicas e particulares de São Paulo e também em uma creche. O objetivo da pesquisa foi analisar essas crianças brincando em uma grande metrópole. Um dos aspectos que mais chamaram a atenção da pesquisadora Paula Pinto, mãe de Maria Luiza e Gabriela, antropóloga responsável pelo trabalho, foi a relação das crianças com o tempo nas brincadeiras.

É no ato de brincar que elas podem se transformar no que quiserem: bicho, adulto, mulher ou homem, voltar a ser bebê. Para Paula, as crianças também sabem que o tempo passa e não volta mais. “Há uma sensação de irreversibilidade em relação ao tempo, percebida na fala delas, como 'infância é alguma coisa que passa rápido', 'que a gente tem de aproveitar' ou 'que não volta mais'. É como se as crianças, ao viverem um momento em que é permitido brincar, vivessem em um mundo que é só delas”, afirma a antropóloga.

Muito ajuda quem pouco atrapalha
O excesso de zelo dos pais pode atrapalhar as crianças em suas brincadeiras. Uma pesquisa realizada pela marca OMO em quatro países, Brasil, Argentina, França e Reino Unido, revelou que aqui os pais se preocupam muito com a segurança das crianças durante as brincadeiras. Cerca de 82% dos pais brasileiros entrevistados alegaram preocupação com a possibilidade de as crianças se machucarem, o que acaba sendo um impedimento na hora de deixá-las experimentar coisas novas. Nos outros países participantes da pesquisa o número cai para 69%.

Os índices de violência, principalmente nas grandes cidades, e o fato de os pais passarem muito tempo longe dos filhos, contribuem, sem dúvida, para esse excesso de zelo. De acordo com Jerome e Dorothy Singer, professores de psicologia da Universidade de Yale (EUA) e coordenadores desta pesquisa da OMO, é fundamental que as crianças vivenciem experiências novas que envolvam um certo risco, desde que com supervisão e regras claras. Para a gerente de marketing da marca, Regina Camargo, mãe de Margarida, Theodoro e Irene, as crianças brasileiras poderiam ser mais incentivadas a participar de jogos ao ar livre.

Brincadeira é coisa séria
Muito séria. Brincando se explora o mundo, se constrói o saber, se aprende a respeitar o outro, além de desenvolver o sentimento de grupo e ativar a imaginação.

Para a psicóloga e consultora da fabricante de brinquedos Hasbro, Eliana de Agostini Rolim, mãe de Julia e Rafael, o brincar é uma necessidade básica da criança, assim como a nutrição, a saúde, a habitação e a educação. Para ela, é fundamental que os pais possam destinar algumas horas para brincar com a criança.

“No brincar a criança tem a oportunidade de expressar seus sentimentos, anseios, desejos, necessidades, alegrias e tristezas. É nessa brincadeira que a criança aprende a negociação de regras de convivência, e a representação dos seus sentimentos. Brincando de escolinha, casinha, dentista, ela representa e interpreta o mundo adulto. É interessante observar a criança brincando”, completa a psicóloga.

Não só observar, mas garantir seu espacinho na brincadeira. Especialistas afirmam que a participação ativa dos pais fortalece a segurança e a autoconfiança das crianças em suas experiências e descobertas, além de estreitar a relação. E caso os pais tenham se esquecido de como brincar ou se sentem inseguros sobre as brincadeiras mais apropriadas, já existem especialistas que podem dar uma ajuda.

Na Academia Boobambu, voltada a atividades infantis, em Brasília, uma das palestras mais procuradas pelos pais é “Como estimular seu filho brincando”, que orienta sobre as fases de desenvolvimento das crianças, as melhores brincadeiras para cada faixa etária e sobre a importância de brincarem juntos.

Para a educadora Silvia Lobato, filha de Gabino e Ivone, responsável pelo curso, as brincadeiras ajudam os pais a interagirem e conhecerem melhor seus filhos. “Muito mais do que passatempos, essas atividades próprias da infância colaboram na organização da rotina das crianças e as prepara para a vida adulta. A brincadeira é indispensável no contexto familiar”, completa a educadora.

Para o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, filho de Sylma e Victor, o brincar para a criança é o meio pelo qual ela descobre e explora o mundo – e se essa descoberta for sustentada pelo amor dos pais, os benefícios só aumentam. “Descobrir o mundo com a certeza do amor dos pais é a coisa mais bela e que fará com que a curiosidade se prolongue”, afirma o pediatra. Então, aproveitando o mês das crianças, dê esse presente, o melhor de todos: brinque bastante com seu filho.

Brincar com seu filho
*Quando?
A toda hora, até mesmo antes de nascer.
*Onde?
Em qualquer lugar. Os bebês já brincam dentro da barriga das mães.
*Como?
Deixando a criatividade fluir. Pergunte ao seu filho, ele é a melhor pessoa para responder esta pergunta.
*De quê?
De tudo, com brinquedos, sem brinquedos, de correr, de pular. Não há limites para a imaginação nas brincadeiras.
*Por quê?
Porque o brincar ajuda, entre outras coisas, no desenvolvimento de importantes funções mentais, como o raciocínio, a memória, a concentração, a simbolização e a linguagem. E porque brincar é bom demais.

10 dicas pra brincar melhor com seu filho
*Conversem e se toquem
*Não rotule
*Cultive a organização, ensinado-o a guardar os brinquedos, por exemplo
*Deixe que a criança tome a dianteira
*Pesquise um pouco mais sobre o desenvolvimento infantil
*Arrume tempo para brincar
*Não tenha preconceitos
*Não tenha pressa
*Tenha muita disposição
*Vire criança novamente

10 melhores brincadeiras pra fazer com seu filho (e o que ele aprende)
1. Jogos de faz-de-conta
Dá à criança a oportunidade de aprender sobre relacionamentos e interação social
2. Exploração do corpo com os pais
Estimula a consciência corporal
3. Dançar
Deixa as crianças mais livres e mais soltas
4. Imitações
É um ótimo exercício de observação
5. Brincar de boneca
A criança pode experimentar atividades que, na vida real, não seriam possíveis
6. Inventar histórias coletivas
Favorece o convívio social, e as crianças aprendem a trabalhar em grupo
7. Caça ao tesouro
Desenvolve o raciocínio sem que pensar se torne uma tarefa chata
8. Jogar e ensinar jogos de tabuleiros ou de ação para os mais velhos e aventureiros
Possibilita agir para ver resultados
9. Ensinar jogos de Internet
Favorece a interação entre pais e filhos
10. Andar de bicicleta
É uma atividade física, e os benefícios são comprovados cientificamente

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Baby Yoga e Yoga para Gestantes

Querid@s, estamos começando uma nova fase aqui no consultório, ampliando atividades e horizontes! Divulgo para vocês o calendário das sessões de Baby Yoga e Yoga para gestantes que estão começando com a Luciana. Apareçam!

1 vez por semana:
- Gestantes ( 2ª ou 4ª das 19h às 20h30 - R$ 180,00 )
- Baby Yoga ( 2ª ou 4ª das 15h às 16h - R$ 160,00 )
2 vezes por semana:
- Gestantes ( 2ª e 4ª das 19h às 20h30 - R$ 260,00 )
- Baby Yoga ( 2ª e 4ª das 15h às 16h - R$ 250,00 )
Obs.:
- Todas as interessadas tem direito a uma aula experimental, que deve ser agendada.
- Número máximo 3 (três) alunos (as) por turma.
Contatos:
Luciana Carvalho (11) 8225-0459 / 3875-7645
Local: Consultório do pediatra Cacá
End.: Rua Grajaú, 599 - Sumaré - São Paulo - SP
Fone: (11) 3672-6561

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Oficina com Sonia Hirsch em Sampa!

As materníssimas Pérola Boudakian e Ana Thomaz em parceria, programam esta oficina super legal!

OFICINA COM SONIA HIRSCH EM SÃO PAULO

Comer bem, comer mal
Num mundo em que temos a liberdade de comer o que quisermos, quanto quisermos, sem os limites naturais da cultura, da região e das estações do ano, estamos coPublicar postagemmendo bem ou comendo mal? Como pensar a comida nas horas de comprar, cozinhar e fazer o prato?

Quantidade, qualidade e autoconhecimento são três critérios confiáveis para uma alimentação variada e saudável ao mesmo tempo. Este o viés da palestra “Comer bem, comer mal”, em que a jornalista e escritora Sonia Hirsch expõe a relação entre a comida impensada e os grandes problemas de saúde da atualidade. Entre eles a candidíase, que inferniza a vida sexual da maior parte das mulheres mas está presente também nos homens, incógnita, em outros lugares e sistemas do corpo. É o tema do novo lançamento de Sonia, o livro Candidíase, a praga – e como se livrar dela comendo bem.


Local: Caçamba das Artes

Rua: Muniz de Sousa, 517 Aclimação

Data: 23/10/10 – sábado

Horário: 17h

Localização: Rua do Parque da Aclimação, à 20 min do metrô Ana Rosa caminhando.

Inscrições e informações pelo e-mail: oficinacomerbem@gmail.com


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sorteio da Via Láctea na Lilith, nesta sexta!


As nossas amigas da Lilith estão promovendo para esta semana no blog, um sorteio de uma blusa de amamentação da VIA LÁCTEA modas, e a feliz ganhadora poderá escolher a cor e o modelo que mais lhe agaradar.... impredível!

As interessadas, passem lá no blog e deixe um EU QUERO na página de comentários desta postagem, dizendo seu nome, email, quanto tempo tem o seu bebê ou quantas semanas você está de gravidez e cruze os dedinhos!
Sexta que vem, (dia 8 de outubro) a gente faz um sorteio com aquele programinha random.com.
Grande beijo a todas e boa sorte!
Cris e Carol da LILITH

http://luzdalilith.blogspot.com
http://lojalilith.blogspot.com
http://lilith.aquitanda.com/

Alimentos de bebês têm sal de mais e ferro de menos


Por Alex Sander Alcântara
Da Agência Fapesp
Para o site da Uol

A partir do sexto mês de vida, crianças nutridas somente com leite materno precisam também passar a se alimentar com alimentos sólidos preparados em casa.

Ao analisar amostras de alimentos de 78 lactentes, entre 6 e 18 meses, um estudo publicado no Jornal de Pediatria indica que eles apresentaram em geral baixo teor de ferro, mas quantidade excessiva de sódio.

O objetivo do estudo, desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA), foi determinar, por análise química, a composição nutricional de macronutrientes, energia e quantidades de sódio e ferro em alimentos preparados em domicílio para lactantes em Belém (PA) em dois grupos de estratos socioeconômicos diferentes.

O estudo apontou que 95% dos chamados alimentos de transição tinham teor inadequado de ferro no grupo socioeconômico mais baixo, contra 65% no estrato mais elevado. Todas as amostras analisadas, em ambos os grupos, apresentaram quantidade de ferro abaixo do mínimo recomendado (6,0 mg/100 g).

Por outro lado, o excesso de sódio foi constatado em 89,2% e 31,7%, respectivamente, para a referência que é de 200 mg/100 g.

De acordo com Mauro Batista de Morais, professor do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apesar de serem raros os estudos de composição química de alimentos para lactentes preparados em domicílio, a pesquisa mostra que o período de transição é realizado frequentemente de maneira imprópria.

“O estudo lança um alerta em relação à quantidade de sódio encontrada na comida. O termo ‘papa salgada’, frequentemente usado na orientação para que a mãe introduza comida salgada na dieta infantil, deveria ser abolido. O termo funciona como um incentivo para se adicionar mais sal. Preferimos ‘papa para o almoço’”, disse Morais, que é professor da disciplina de Gastroenterologia na Unifesp, à Agência FAPESP .

Segundo o pesquisador, o estudo possibilita uma revisão na elaboração de diretrizes metodológicas na área. A pesquisa corresponde à tese de doutorado de Marcia Bitar Portela Neves, defendida em 2009 na Unifesp, com orientação de Morais.

Atualmente, o pesquisador desenvolve o projeto “Interação da microbiota intestinal e da função digestivo-absortiva com o ambiente social e a condição nutricional: distúrbios intestinais como argumentos para reduzir iniquidades”, com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

O estudo em Belém foi realizado entre junho de 2005 e setembro de 2006. Foram analisadas 78 amostras de alimentos de transição preparados em domicílios. As crianças eram sadias e não apresentavam peso ou estatura baixos para a idade.

As amostras foram coletadas de famílias atendidas em dois tipos de serviço de atendimento pediátrico: na Unidade Materno-Infantil da UEPA e em quatro consultórios privados em Belém. A proposta foi comparar crianças de diferentes estratos socioeconômicos.

As porções – refeições servidas no almoço, como feijão, arroz, macarrão, carne e hortaliças – foram coletadas nas casas dos participantes, congeladas e, posteriormente, enviadas por via aérea a São Paulo, onde foram analisadas no Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp.

Poucos lipídios

Os pesquisadores analisaram quimicamente as proteínas, lipídios, hidrato de carbono, ferro, sódio e valor energético total. De acordo com Tania Beninga de Morais, coordenadora do Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp e co-orientadora do estudo, o teor de ferro foi escolhido porque sua deficiência é a principal carência nutricional nessa faixa etária.

“Até o sexto mês de vida, o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o lactente. Após essa idade, torna-se necessária a introdução de outros alimentos na dieta. Mas o que temos percebido é que o processo de transição para a dieta da criança se faz de maneira inadequada pela oferta, em quantidade e em qualidade, de alimentos inapropriados. Isso pode ser crítico para a manutenção de um crescimento saudável”, disse Tania.

Segundo ela, a necessidade de ferro nessa faixa etária é de 11 mg/dia nos menores de 1 ano. “Essa taxa é difícil de ser atingida pela alimentação normal, pois as carnes têm teor de ferro relativamente baixo frente à capacidade gástrica reduzida das crianças nessa fase da vida”, explicou.

A pesquisadora conta que a carne bovina, como acém moído e cozido, por exemplo, tem cerca de 3 miligramas de ferro em cada 100 gramas, o equivalente a um bife médio.

O estudo demonstrou também a insuficiência na quantidade de lipídios encontrada nos alimentos. “Acredita-se que a recomendação de limitação da ingestão de lipídios na dieta de adultos esteja, possivelmente, influenciando também a preparação de refeições para as crianças. Ressalte-se que os lipídios são essenciais, nessa fase da vida, na maturação do sistema nervoso”, disse.

De acordo a professora da Unifesp, o excesso de sódio pode ser explicado pelo hábito da população brasileira de consumir sal de cozinha em quantidades muito acima do recomendado, o que pode se refletir também na preparação de alimentos destinados às crianças.

“Educar o paladar dos lactentes para alimentos com baixo teor de sal é importante, uma vez que sua ingestão excessiva está associada com aumento da pressão arterial no futuro”, alertou.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mamasso e slingada no próximo sábado 02/10

A Matrice, está promovendo para o próximo sábado, dia 02 de outubro, duas atividades super agradáveis para fazer com os pequenos.

Um Mamasso

às 11hs - no Parque da Agua Branca

E uma slingada

das 13:30 às 16hs - no meu consultório com "Atelié Sensorial"

A Slingada foi criada para divulgar o uso de carregadores de bebês e dar apoio aos slingueiros. Nesse evento você pode experimentar os diversos tipos de carregadores, aprender várias posições de uso, aprender a usar uma canga como carregador e tirar todas as dúvidas sobre uso dos slings, sendo: Sling de argola, sem argola, fast wrap, wraps, Mei Tai e Kepina.

  • Slings de argolas e sua flexibilidade e versatilidade;
  • Fast wraps - aconchego e memória intra-uterina para mãe e bb.
  • Mei tai - peso distribuídos entre os ombros para bbs até 3 anos ou mais.
  • Kepina - alternativa barata e simples.
  • Poutch - prático mais com suas peculiaridades.

A Slingada também funciona como um encontro de mãe e pais com pensamentos semelhantes e que acreditam que colo e bebê foram feitos um para o outro, um útero com janela.

Lembro que: A Slingada acontece todo primeiro sábado do mês, sendo divulgada uma semana antes o local e o horário do evento, salvo imprevistos.

Endereço da Slingada:

Rua Grajaú, 599 – Sumaré – SP

Próximo ao metro Sumaré

Consultório do Pediatra Cacá

Essa slingada terá uma atividade especial, o Dr. Cacá durante o período da slingada vai aplicar um Ateliê Sensorial com os papais e mamães e quem mais estiver presente.

Leve um lanchinho para compartilharmos.

Será um dia muito especial como sempre.

Evento da Matrice - grupo de apoio a amamentação.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pro Teste e os protetores solares

Depois de ler esta matéria sobre os protetores solares, fiquei ainda mais convencido que a única proteção mesma é a de barreira. Roupa, sombrinha e chapéus, pelo menos para os nossos bebês.

Metade dos protetores solares mais usados no país não funciona, diz Pro Teste

TATIANA SANTIAGO

colaboração para a Folha Online

Metade dos dez protetores solares mais vendidos no Brasil não é eficaz, revela pesquisa realizada pelo Pro Teste, da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

Apenas dois dos dez protetores FPS 30 (fator de proteção aos raios UVB) em loção avaliados realmente protegem contra o sol. E somente três dos protetores (L'Oréal Solar Expertise, Cenoura & Bronze e o Hélioblock da La Roche-Posay) não possuem na sua composição o benzophenone-3, um ingrediente altamente cancerígeno, que é proibido em vários países.

O teste englobou a análise de rotulagem, composição, irritabilidade, hidratação, proteção, resistência a exposição solar e teste em uso. As marcas L'Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram consideradas as melhores.

O rótulo do Hélioblock da La Roche-Posay foi classificado como o pior, pois traz informações em uma etiqueta muito pequena, que dificulta a leitura, segundo a avaliação.

Apenas o L'Oréal Solar Expertise, Cenoura & Bronze e Natura indicam o fator de proteção UVA. Quatro dos protetores possuem proteção UVA baixa, no entanto, a legislação brasileira não exige um mínimo. Os raios UVA atingem as camadas mais profundas da pele e provocam envelhecimento precoce.

Após o levantamento, a Pro Teste pede que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) passe a exigir o fator UVA de no mínimo um terço do FPS do produto, assim como ocorre na Europa, e que esta informação conste no rótulo. Também são solicitados testes de fotoinstabilidade.

No teste de exposição do produto à radiação solar e ao calor, a Avon, Hélioblock, Nivea, Banana Boat e Sundown se mostraram fotoinstáveis e foram reprovadas, pois não mantêm nem 80% da proteção inicial após uma hora em uso a uma temperatura de 40ºC.

Ainda segundo o Pro Teste, após ficar 30 minutos na água, o banhista tem muitos motivos para se preocupar, já que produtos como o Fotoequilíbrio e Sundown, reduzem a proteção para 30% e 55%, respectivamente.

Além disso, todos os protetores foram considerados muito oleosos. E em relação aos preços, constatou-se que alguns protetores custam o dobro ou mais que os outros e têm eficácia menor.

Em excesso, a exposição ao sol pode trazer uma série de consequências à saúde, como velhice precoce, queimaduras e câncer de pele.

Arte/Folha Online

Outro lado

A Mantecorp, responsável pelo Coppertone e Episol, informou que seus produtos seguem padrões de qualidade nacionais e internacionais e apresentam toda a documentação exigida pela legislação brasileira e pelos órgãos governamentais competentes.

Por meio de sua assessoria, a Natura informou que desconhece como a pesquisa foi realizada, e questionou a credibilidade da avaliação. A empresa negou todos os problemas em relação ao protetor Fotoequilíbrio, e afirmou que "busca garantir a segurança e a eficácia de todos os seus produtos, utilizando sempre matérias-primas seguras e metodologias reconhecidas e aprovadas pela comunidade científica internacional e pela Anvisa". A Natura disse ainda que todos os produtos da linha são testados conforme metodologia internacional, reconhecidos pela Anvisa, e que foram aprovados em todos os quesitos.

A Folha Online procurou as outras empresas, mas ainda não obteve resposta.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Shantala na TV Gazeta


Embora não sou muito fan de técnicas especificas, sou super a favor do contato pele a pele entre mãe e bebê, fortalece o vínculo entre ambos, ajuda no desenvolvimento da criança e facilita que flua tranquilamente a amamentação.

Esta entrevista ilustra muito bem quais os benefícios do toque.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O filho é o reflexo da sombra da mãe*

* Entrevista a Laura Gutman, extraída do site Espaço Saúde

Durante os primeiros dois anos de vida, os bebês refletem as emoções e os sentimentos inconscientes de suas mães.

Um tempo de revelações, de experiências místicas, uma oportunidade para o auto conhecimento, para mergulhar nos aspectos ocultos da psique feminina. Um tempo em que as luzes e sombras emergem e explodem como um vulcão em erupção. É a loucura indefectível e um “não reconhecer-se” a si mesma, porque, desde o momento do parto, a alma da mulher se desdobra e se torna mamãe-bebê, bebê-mamãe ao mesmo tempo.
Isso é também a maternidade, segundo a inovadora e certamente polêmica visão da psicoterapeuta familiar argentina, especializada em crianças,
Laura Gutman, autora do livro “A maternidade e o encontro com a própria sombra”.
Seu livro, longe de pretender ser um guia para mães desesperadas, é um convite para que as mulheres repensem as idéias preconcebidas, os preconceitos e os autoritarismos, encarnados em opiniões discutíveis sobre o parto, os cuidados com os bebês, a educação, as formas de vincular-se e a comunicação entre adultos e crianças.

Entrevista VERÓNICA PODESTÁ

Social e culturalmente, a idéia que se apresenta às mães sobre a chegada de um novo ser é de um fato ideal, feliz e luminoso. È necessária certa audácia para encarar o tema a partir de um “encontro com a própria sombra”. A que você se refere exatamente?

É claro que a sociedade ou o inconsciente coletivo tentem colocar a maternidade num leito de rosas. Quanto mais uma mamãe “compre” esta visão unilateral, mais impactante e mais brutal resultará para ela o encontro com os lugares obscuros que aparecem depois do parto e no puerpério. Eu encaro a maternidade como uma crise, como um rompimento que se produz no parto e nessa quebra se colam partes da sombra, ou seja, pedacinhos de alma ocultos ou desconhecidos até então, que se manifestam através do bebê. Ele se converte em espelho cristalino dos aspectos mais ocultos da mãe, de sua sombra. Por isso, o contato profundo com um bebê é uma grande oportunidade que se deve aproveitar ao máximo.

De que maneira a sombra da mãe se manifesta através do bebê?

Quando um bebê nasce se produz a separação física, mas este corpo recém nascido não é só matéria, mas também um corpo sutil, emocional, espiritual. Ainda que a separação física efetivamente se produza, bebê e mãe seguem fusionados no mundo emocional. O bebê se constitui no sistema de representação da alma da mãe. Tiudo o que a mãe sente, recorda, o que a preocupa, o que rechaça, o bebê o vive como sendo próprio. Porque nestes sentido e momento são dois seres em um. Então a mãe atravessa esse período desdobrada no campo emocional, já que sua alma se manifesta tanto em seu próprio corpo como no corpo do bebê. E o mais incrível é que o bebê sente como próprio tudo o que sente a sua mãe, sobretudo o que ela não pode reconhecer, o que não reside em sua consciência, o que foi relegado à sombra. Então, se um bebê adoece ou chora desmedidamente, ou se está alterado, além de fazermos perguntas no plano físico será necessário atender o corpo espiritual da mãe, reconhecendo que a enfermidade da criança manifesta uma parte da sombra da mãe.

E como a mãe pode canalizar esta manifestação do bebê para seu próprio crescimento?
Se um bebê chora demasiadamente, se não é possível acalmá-lo nem amamentando-o nem aninhando-o, enfim, depois de cobrir as necessidades básicas, a pergunta seria: Porque chora tanto a sua mamãe? Se o bebê não se conecta, parece deprimido, quais são os pensamentos que inundam a mente de sua mãe? Se um bebê rechaça o seio, quais são os motivos que pelos quais a mãe rechaça o bebê? As respostas residem no interior de cada mãe, ainda que não sejam evidentes. Para ali devemos dirigir nossa busca, na medida que a mulher tenha uma genuína intenção de encontrar-se consigo mesma.
Este estado de fusão emocional dura dois anos, tempo em que a mãe experimenta estados alterados de consciência por viver desdobrada em vários campos emocionais. Esta é a loucura do puerpério.

Por que dois anos? Comumente se fala do puerpério como um período que dura cerca de 40 dias.

Se considera puerpério aos primeiros quarenta dias depois do parto, porque se toma como parâmetro a cicatrização da episiotomia, a interdição sexual ou moral, para que o homem não queira exigir genitalidade à mulher. Eu creio que é um fenômeno emocional. Enquanto dura a fusão emocional, dura o puerpério. Por volta dos dois anos a criança começa a separar-se emocionalmente de sua mãe. Até então era bebê-mamãe, um ser totalmente fusionado, que fala de si na terceira pessoa: “Matias quer água”. Aos dois anos começa a dizer “Eu quero água”. Quando se constrói como um ser separado, começa lentamente a separar-se emocionalmente.

Como nasce sua teoria?

Sinceramente, não sei quando nem como nasceu minha “teoria”, já que não a vivo como “teoria”, mas sim como uma prática constante. Basicamente através da observação de centenas de mães se relacionando com seus bebês. Foi muito revelador para mim, quando há cerca de 20 anos li o livro “A Enfermidade como Caminho”, de Dethlefssen e Dahlke, um médico e um astrólogo alemães, ambos junguianos. Comecei a investigar as teoria de Jung em relação à manifestação da sombra, e ao sentir que as crianças pequenas estavam tão involucradas dentro do campo emocional das mães, e vive versa, me ocorreu observar se o que manifestavam – e que eram muitas vezes incompreensíveis para as mães – poderia ser a expressão de situações emocionais que elas não poderiam reconhecer como próprias. É muito frequente que as mães não falem de si mesmas nas consultas, mas sim do que está acontecendo com seus filhos. E foi cada vez mais evidente para mim, que este “jogo” era permanente. Por exemplo, quando eu coordenava grupos de crianças e algum bebê estava muito inquieto, eu tentava induzir à mãe a um olhar interno, íntimo, até que “tocava” num ponto doloroso pessoal, de sua história primária. Mesmo que considerasse que o assunto estava “superado”, quando conseguia falar sobre o tema, o bebê automaticamente parava de chorar. E o grupo era testemunho desta “magia”. Mas não era nada mágico, era a mãe que se apropriava de uma parte de sua sombra, que o bebê estava, de outro modo, obrigado a manifestá-la. Aos poucos fui aprendendo a reconhecer mais rapidamente a linguagem dos bebês e crianças pequenas “fusionadas” ao campo emocional da mãe. Na realidade, o verdadeiro trabalho de busca quem o realiza é a mãe, o meu papel é só o de apoiar a busca genuína, porque cada indivíduo sabe profundamente o que lhe passa. Os bebês são seres sutis, por isso manifestam com total espontaneidade. Neste sentido são verdadeiros espelhos da alma.

Em seu livro você faz uma distinção entre a dor como algo necessário e positivo para o crescimento, e o sofrimento, desnecessário de destrutivo. Que diferença há entre um e outro?

Quando falo da diferença entre dor e sofrimento, me refiro ao parto em si mesmo. Hoje em dia quase todas as mulheres parem anestesiadas, em partos “induzidos” pela introdução de ocitonina sintética, para regular a duração e a intensidade das contrações. Em geral a mulher não é respeitada, não lhes permitem mover-se, caminhar, comer, ir ao banheiro; ela está atada à cadeira de parto que é terrivelmente incomoda, lhe acomete câimbras nas pernas, lhes rasgam, entram muitas pessoas, médicos e paramédicos, enquanto a mulher está com os genitais expostos, há pouca afetividade e nenhuma intimidade. O marido está atuando, fazendo de conta que é um bom pai moderno. É tanto sofrimento, que as mulheres, ao invés de pedirem contenção, abraços, calor, amor, silêncio, música, água, algo doce para a boca, suavidade... pedem aos gritos por anestesia. E recebem
Se pudéssemos imaginar um parto acompanhado verdadeiramente, com liberdade de movimento, na data verdadeira (ainda que “se atrase”), em intimidade, com uma ou duas pessoas do círculo mais íntimo, a dor seria então o veículo para o recolhimento, para a introspecção, para sair do mundo das formas e entrar no mundo sem limites, sem palavras, sem luzes... é um momento de abertura de consciência. Assim a dor é suportável, é necessária, porque nos permite “sair” do mundo racional, e só fora do mundo racional se pode parir em liberdade. As mulheres que parimos verdadeiramente em liberdade, é que podemos contar o que é o paraíso.

Não há modelos nem receitas sobre como ser mãe no Século XXI. Qual você crê que seja o maior desafio para as mulheres de hoje?

É certo que na há modelos. O que podemos chamar tradicional, ou seja o que viveram nossas avós, se refere à dona de casa que criou filhos e criou o marido. Muitas delas foram escravas dos desejos dos demais. Hoje em dia, alguma mulheres estamos num pólo aparentemente longínquo, trabalhamos todo o dia, ganhamos dinheiro, as vezes somos bem sucedidas, criativas, independentes. Quando aparece o primeiro filho, na minha opinião, se temos construída toda a nossa identidade no que chamo energia Yang – aspectos concretos do trabalho, dinheiro, relações sociais, etc - isto que nos traz o bebê não tem nada a ver com o “normal”... e tendemos a fugir para os espaços conhecidos: desesperadas para voltar a trabalhar, a ser que éramos antes. Para mim isto também é falta de liberdade interior.
É necessário revisar os acordos do casal anteriores ao nascimento do filho, quando somos capazes de apoiarmos-nos um ao outro e vive versa. Maternar é fundamentalmente conectar-se profundamente com a energia Yin, que é lenta, silenciosa, de tempos prolongados, redonda, quentinha, suave, interna, obscura, pegajosa... Navegar entre as duas energias é para mim um dos principais desafios para as mulheres modernas. Nem fugir do desconhecido, nem alheiarmo-nos do mundo, infantilmente como nossas avós. E saber que há outras pessoas ao redor para ocupar certos espaços por um tempo: o homem será a sustentação para que a mulher possas maternar. E se não há um homem maduro, haverá outras redes, família, amigos, grupos de apoio. Não se pode maternar sem sustentação. Não se pode maternar sem fusão emocional. Não se pode maternar sem buscar o próprio destino.

Publicado em UNO MISMO.

DESTAQUES

“Ainda que a separação física efetivamente se produza no parto, bebê e mãe seguem fusionados no mundo emocional. O bebê se constitui no sistema de representação da alma da mãe”.

“Se um bebê chora demasiadamente, se não é possível acalmá-lo nem amamentando-o nem aninhando-o, a pergunta seria: Porque chora tanto a sua mamãe? Se o bebê não se conecta, parece deprimido, quais são os pensamentos que inundam a mente de sua mãe? Se um bebê rechaça o seio, quais são os motivos que pelos quais a mãe rechaça o bebê?”

“Mesmo que considerasse que o assunto traumático estava “superado”, quando a mãe conseguia falar sobre o tema, o bebê automaticamente parava de chorar. Não era nada mágico, era a mãe que se apropriava de uma parte de sua sombra, que o bebê estava, de outro modo, obrigado a manifestá-la”.

“As mulheres que parimos verdadeiramente em liberdade, é que podemos contar o que é o paraíso”.

“Maternar é fundamentalmente conectar-se profundamente com a energia Yin, que é lenta, silenciosa, de tempos prolongados, redonda, quentinha, suave, interna, obscura, pegajosa... Navegar entre as duas energias, Yin e Yang, é para mim um dos principais desafios para as mulheres modernas”.

“Não se pode maternar sem sustentação. Não se pode maternar sem fusão emocional. Não se pode maternar sem buscar o próprio destino”.

BOX 1

PARIR EM LIBERDADE

“Meu segundo parto foi em Paris, com o doutor Michel Odent. Tinha data para o dia 3 de março, mas no dia 26 começaram as contrações. Como o trabalho de parto, que durou 24 horas, se prolongava, a parteira do hospital me tomou pelo braço e me levou correndo à sala “de partos selvagens”, como a chamavam eles: colchão no chão, almofadas, paredes de madeira, posters e um ...aparelho de som!
Uma mulher de cabelo grande e negro estava parada, sustentada por outra parteira, puxando. Ao ver nascer ao seu bebê, senti o cheiro do sangue fresco e me invadiu tal emoção que acelerou minhas contrações. Minutos depois terminei minha dilatação. Estava meio parada, mas a força do PUJO me fazia ficar acocorada, quase no chão. Vi aparecer meu bebê e o tomei com meus braços enquanto saía suavemente do canal de parto. O bebê nunca chorou. Só sorria. O coloquei no peito, eu chorando. Fio a força do parto de uma mulher desconhecida que me ajudou a “soltar as amarras de meu controle” e possibilitou a entrega.
Depois voltei caminhando para o quarto com meu bebê nos braços.”

BOX 2

PARA SABER MAIS
Laura Gutman é argentina, terapeuta familiar e escritora.

Tem onze livros publicado, em vários idiomas, além de incontáveis artigos sobre maternidade, paternidade, vínculos primários, desamparo emocional, adicções, violência e metodologias para acompanhar processos de busca pessoal. É colaboradora habitual de numerosas revistas na Argentina e Espanha.
Para difundir e aplicar suas idéias, Laura fundou e dirige “
Crianza”, uma instituição com base em Buenos Aires, na qual funciona uma Escola de Formação Profissional para profissionais da saúde e educação, grupos de mães, um serviço de “doulas” (assistentes a domicílio) para mulheres puérperes, seminários breves para profissionais, terapias individuais e de casal e publicações sobre maternidade.
Viste seu site:
www.crianza.com.ar